Antes que amanheça
nesta madrugada fria de insônia
Antecede-me este pressentimento de loucura
Antigos sonhos roubam-me a tranquilidade
Antes que o sol nasça sobre a aurora
Angústia me vem nessa hora
Ancora-me este sentimento como se fosse um veleiro estival
Antologia me surpreende em versos já esquecidos
Antiga estrela, és tu, ó mulher!
Anjo celeste
Antes me tivesse deixado voar na boca do vento
Angelical mulher de vastos sonhos
Antes menina
Andina guerreira
Antes que as ondas varram teu nome, direi
Anjo meu,ó miragem dos odes,
Graça ao mundo a tudo te dou graças
Costa marítima assim são teus cabelos
Ante toda a visão que morram os versos
Ante todo o suspiro da natureza
Ante a tua beleza
Ante a tua graça.
Julio Cesar da Costa- 1994
Cacos de mim Poesia arte
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Nós Dois
Belíssima Canção do Grande Celso Adoufo, interpretada por outro monstro, o mineiro Tadeu Franco,
CERTAS COISAS SUAS
Sei que
seria
seriamente
desnecessário
saber
sobre certas coisas
suas,
Saber
se
sentes
saudades minha.
Saber
se suas
sintonias
são as mesmas
Saber
se sustentas ainda
as mesmas sutilezas
Não sei
se
seria capaz de amá-la
sucintamente
como te amei
um dia.
Se
suas sobrancelhas
aceitariam
suavemente
o sopro dos meus lábios
Só sei que
ainda suporto
a sincope
de suas lembranças
de súbito.
São solstícios
solavancos,
Saltaria
no carrossel
de suas saias,
e sairia brincando
saltando.
Eu sei
que
que seria
desnecessário
saber
sobre certas coisas suas.
Julio Costa
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
DISTÂNCIA
Há certo tempo
tento furtar sua imagem
no papel canson
Não sei desenhar
procuro no mapa estendido sobre a mesa
o local que acolhe seu destino
cartas cartográficas
linhas infinitas
pergunto-me porque a saudade consome
por que nos diminuímos
e se agiganta a figura implacável do outro
e admiro seus gestos mais simples
e admiro suas feições mais comuns,
A chuva costumeira é a mesma
trazendo frio ,fazendo lama
envolta em edredão na planície da cama
que para sempre espera-te.
Imagino-te perdida na tempestade do chuveiro
afastando o nevoeiro do espelho,
absorta em sua nudez.
Não apazigua-me as mensagens
não contenta-me os recados
deparo-me com seu retrato
estendido ao criado mudo
sorrindo-me por um segundo.
Júlio Costa 2008
tento furtar sua imagem
no papel canson
Não sei desenhar
procuro no mapa estendido sobre a mesa
o local que acolhe seu destino
cartas cartográficas
linhas infinitas
pergunto-me porque a saudade consome
por que nos diminuímos
e se agiganta a figura implacável do outro
e admiro seus gestos mais simples
e admiro suas feições mais comuns,
A chuva costumeira é a mesma
trazendo frio ,fazendo lama
envolta em edredão na planície da cama
que para sempre espera-te.
Imagino-te perdida na tempestade do chuveiro
afastando o nevoeiro do espelho,
absorta em sua nudez.
Não apazigua-me as mensagens
não contenta-me os recados
deparo-me com seu retrato
estendido ao criado mudo
sorrindo-me por um segundo.
Júlio Costa 2008
sábado, 22 de janeiro de 2011
E SE EU TE VISSE HOJE
E se eu te visse hoje
com um sorriso no canto da boca
E se meus dedos
não alcançassem
seus cabelos caindo sobre os olhos
se esses mesmos olhos castanhos
pedissem aos meus para fitá-los
E de meus lábios trêmulos
não brotassem palavras
O teu abraço me enchendo de medo
e nós imóveis
mantendo uma distância
mas de alguma forma um circuito de movimentos
bombardeassem nossas almas
E se a música cotidiana do silêncio
soasse tão boa
e o lilás das flores de amor-perfeito
tomassem suas unhas
E se sua cintura coubesse ainda
na forma insólita de minhas mãos
para que eu a esculpisse nas pedras
que cada dia apanho
e as empilho...
Se eu registrasse todos os momentos
que te procurei entre estrelas
E a maneira como se perfume
permaneceu guardado comigo
E se teus pés pequenos precisassem
do descanso da grama
eu te reapresentaria ao verde das serras,
a silhueta das montanhas, e a continência dos rios,
para que sussurrassem em seus ouvidos
os mantras que compus sob a chuva,
E se ajoelhasses contemplativa diante do mar
enquanto as águas tímidas rasteiras tocassem seu corpo
e as ondas dissessem o quanto te esperei.
JULIO COSTA
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
BRADO DE AGRADO
Existe um brado de agrado
saltando dos lábios teus
meus dias já estão marcados
gravados em seus camafeus!
Eu te encontrei
à beira mar
esperando um barco
para ir a Marujá
te perguntei
não respondeu,
o teu silêncio vale mais do que o meu!
Existe um canto em acalento
saindo da tua mão
não te divido o meu pranto
concebo meu coração!
Eu te encontrei
tava embarcado
tomara um barco
para a vila do Prelado
eu te olhei
você sorrio
eras tão bonita
quantas as águas desse rio!
Júlio Costa
saltando dos lábios teus
meus dias já estão marcados
gravados em seus camafeus!
Eu te encontrei
à beira mar
esperando um barco
para ir a Marujá
te perguntei
não respondeu,
o teu silêncio vale mais do que o meu!
Existe um canto em acalento
saindo da tua mão
não te divido o meu pranto
concebo meu coração!
Eu te encontrei
tava embarcado
tomara um barco
para a vila do Prelado
eu te olhei
você sorrio
eras tão bonita
quantas as águas desse rio!
Júlio Costa
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
BORBOLETAR
Puro casulo
rompe asa
de seda multicor
baila ao vento
Aquarela camufla-se
entre flores
Néctar embriagar-se do perfume
pólen
Alçar longos voos
liberdade
transitar entre montanhas
liberdade
Inteirar-se ao ar
conquistar , absorver os raios
realçar as cores
Então transfiguram
viajar
o verbo renasce no sonho
voar, voar
borboletar!
Julio Cesar Costa- "Cacos de Mim" 1994
Interpretação de Carlos Malungo para o poema
"borboletar", uma bela composição do talentoso
cantor e compositor mineiro, radicado em
São Paulo, meu parceiro de longa data.
rompe asa
de seda multicor
baila ao vento
Aquarela camufla-se
entre flores
Néctar embriagar-se do perfume
pólen
Alçar longos voos
liberdade
transitar entre montanhas
liberdade
Inteirar-se ao ar
conquistar , absorver os raios
realçar as cores
Então transfiguram
viajar
o verbo renasce no sonho
voar, voar
borboletar!
Julio Cesar Costa- "Cacos de Mim" 1994
Interpretação de Carlos Malungo para o poema
"borboletar", uma bela composição do talentoso
cantor e compositor mineiro, radicado em
São Paulo, meu parceiro de longa data.
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