Toda essa dúvida
toda essa distância
essa carência
essa sua recusa
com tanta elegância
todo esse carisma
que tanto preciso e nunca tenho
toda essa timidez
todo esse medo de te amar em voz alta
essa maldita sensatez
essa atrevimento
como me faz falta
esse medo de ferir e ao mesmo tempo
essa necessidade de te possuir
toda essa vida dedicada a você
espero que poça entender
te amo!
deixo o tempo interceder
Júlio César( Cacos de mim 1994)
terça-feira, 30 de novembro de 2010
ONDE SE ESCONDE O SORRISO
VISTA ESSE SORRISO
QUE ALGUÉM DEIXOU
AQUI NA ESQUINA
COMO ELE CAI BEM EM VOCÊ
ALIÁS, TODOS OS SORRISOS
TORNAM-SE TÃO LINDOS
QUANDO ESCONDEM-SE
EM SUA BOCA.
JÚLIO CÉSAR
QUE ALGUÉM DEIXOU
AQUI NA ESQUINA
COMO ELE CAI BEM EM VOCÊ
ALIÁS, TODOS OS SORRISOS
TORNAM-SE TÃO LINDOS
QUANDO ESCONDEM-SE
EM SUA BOCA.
JÚLIO CÉSAR
terça-feira, 2 de novembro de 2010
DEVOLVA-ME
Devolva-me o samba
Que te dediquei
Se a vida descamba
Não fui eu que errei
Não fui eu que esqueci de dizer
Quem eu era em verdade
Agora quando ouço
Esse samba em boca alheia
Minha vista escurece e perna bambeia
Agora, é que dou meia volta
E sigo sorrindo
Para tirar a tristeza de um peito traído.
Pois eu sou
Como a terra
Que a chuva celebra
“Estou virado num cerne”
Que enverga e não quebra
Agora!
Júlio Cesar da Costa
sábado, 23 de outubro de 2010
QUASE NADA
Restou de ti em mim
um sorriso só
qual um timbre
equacionando em minha mente
todas as fases
que dediquei-me a você.
Restou de ti em mim
um lamento
como pesa um tormento
por deixá-la partir
Então eu ignoro as evidências
eu enfrento as armadilhas
assim como quem chora ou sorri
por muito pouco
ou quase nada!
um sorriso só
qual um timbre
equacionando em minha mente
todas as fases
que dediquei-me a você.
Restou de ti em mim
um lamento
como pesa um tormento
por deixá-la partir
Então eu ignoro as evidências
eu enfrento as armadilhas
assim como quem chora ou sorri
por muito pouco
ou quase nada!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
ASAS
Ignore as últimas gotas de creme no espelho
Essas fotografias doem tanto quanto as cores
Juro que não vi quando tu choravas,
Agora eu vou,
Mas essas minhas asas são tão pequenas,
Os sonhos se findam na velocidade e
não na amplitude, disse-me o velho.
O portão rangeu, a menininha de olhos claros
sorrio-me, com seu vestido translúcido e esvoaçante
queria dizer-te que tudo poderia ser diferente
mas a porta já se fechou
as telas, os discos ficaram também.
Onde estaria todo aquele amor?
Provavelmente encharcando pinga com limão
No rádio uma canção dizia
“Que a vida é respirar, ter prazer e desprazer”
Tranco a porta do auto e deixo o vento acariciar
Minha face e barba, simplesmente,
Na doçura lisa do asfalto.
Júlio César da Costa
Poética da Predilecção
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
LINHA
Minha tristeza tornou-se ineficaz
diante da montanha tão flagelada
Tua voz estava melancólica do outro lado da linha
e fechei os olhos até sentir meus dedos tocando sua face
num gesto somente meu de carinho,
mas era teu corpo e teu ser por inteiro
invadindo-me a madrugada
Quis dizer-te tanta coisa que sucumbisse essa inércia
a essa sensação inoperante de fragilidade.
É inútil te dizer das coisas avassaladoras que me invadem
Sei que tememos esses cataclismos.
Pois tu és o ciclone que varreu as encostas
e regenerou as ondas do mar
que descabelou as árvores
e fez ajoelhar os coqueiros.
Tua voz estava melancólica do outro lado da linha
Mas agora a vejo suspensa no equador
Ignorando a própria linha
E o sorriso de tufão agora é brisa
E teu hálito de flores que tudo paralisa.
Toda a poesia das coisas e dos homens
das esquinas solitárias
da solidão das horas vagas.
Júlio César da Costa
sábado, 9 de outubro de 2010
FADA
Você menina
é uma pedrinha de jade
não sabe, só cabe....
numa rosa em botão!
Você princesa
é uma pétala de orquídea
epífita
explícita
presa nos galhos da lua.
É maga, é fada é ninfa
com suas asas de papel
machê,
de seda,
presa nas bordas do céu!
Júlio César da Costa
é uma pedrinha de jade
não sabe, só cabe....
numa rosa em botão!
Você princesa
é uma pétala de orquídea
epífita
explícita
presa nos galhos da lua.
É maga, é fada é ninfa
com suas asas de papel
machê,
de seda,
presa nas bordas do céu!
Júlio César da Costa
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